Morte
[editar]Características de sua obra
Ab'Saber defendeu um papel mais ativo dos cientistas, com a ciência aplicada e colocada a serviço dos
movimentos sociais.
[6] Esse ideal o levou a ser consultor ambiental do
Partido dos Trabalhadores e a tornar-se próximo de
Lula por um longo período. Posteriormente tornou-se crítico do
Governo Lula devido, especialmente, à sua política ambiental - a qual classificou como a maior frustração na história do movimento ambientalista brasileiro. O intenso apoio governamental aos
usineiros e ao projeto de
Transposição do Rio São Francisco - que julgava servir primordialmente aos interesses dos grandes proprietários de terra do
nordeste seco - também colaboraram para seu distanciamento. Avaliava que o governo, ao mesmo tempo em que conseguia popularidade com medidas mitigadoras, aprofundava um modelo de desenvolvimento hostil aos interesses da maior parte da população brasileira. Com a credibilidade adquirida nas décadas de trabalho como cientista, Ab'Saber procurava respaldar os movimentos sociais que lutam contra obras desenvolvimentistas hostis aos seus interesses e seus modos de vida - como a citada transposição do
Rio São Francisco ou a
barragem dos rios do
Vale do Ribeira.
[7] Homenageado do ano durante a reunião do SBPC de 2010, Ab'Saber proferiu pesadas críticas às mudanças no Código Florestal brasileiro colocando-o no contexto de desmonte da política ambiental brasileira.
Sua última crítica referia-se ao chamado
aquecimento global, classificando-o como uma das grandes farsas da atualidade. Ab'Saber não negava o aquecimento mas afirmava que a contribuição
antrópica para o fenômeno ainda não era suficientemente conhecida. Afirmava que algumas das previsões de impactos estavam baseadas em pressupostos equivocados, resultando em diagnósticos consequentemente inválidos. Apontava a onda de calor do verão (no
hemisfério sul)
2009-
2010 como exemplo de como a interpretação dos fenômenos climáticos é, por vezes, distorcida. Enquanto muitos argumentam que o aquecimento global foi o responsável por isso, Ab'Saber recordava que este fora o pico de atividade do
El Niño, que se repete a cada doze anos (ou treze anos ou, ainda, a cada 26 anos) e que, portanto, um pico de calor era esperado.
[8]
[editar]Obras selecionadas
- A Obra de Aziz Nacib Ab'Saber (2010), Sao Paulo, BECA (588 pp. e CD)
- Ecossistemas do Brasil[9]
- Domínios da natureza no Brasil - potencialidades paisagísticas
- Litoral Brasileiro
- São Paulo: ensaios entreveros[10]
- Amazônia: do discurso a práxis
- Áreas de circudesnudação periférica pós-cretácea
- A Terra Paulista
- O homem do terraço de Ximango
- Espaços ocupados pela expansão dos climas secos na América do Sul, por ocasião dos períodos glaciais quaternários
- Domínios geomorfológicos da América do Sul: primeira aproximação
- O homem na América Tropical: estoques raciais em contato e conflito
- The Paleoclimate and Paleoecology of Brazilian Amazon
- Geomorfologia do Sítio Urbano de São Paulo[11]
A SBPC tem uma última obra inédita do geógrafo, a ser publicada: o terceiro volume da coleção
Leituras Indispensáveis, com trabalhos dos primeiros geógrafos do Brasil.
[5]
[editar]Alguns prêmios e condecorações recebidos
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